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Desastre de Hillsborough completa 24 anos hoje, dia de reflexão para o futebol mundial e brasileiro

Hoje faz 24 anos da maior tragedia que o futebol britânico vivenciou, quando 96 torcedores do Liverpool Football Club morreram nas arquibancadas do estadio de Hillsborough, em Sheffield, pela semi final da copa da Inglaterra.
Depois disso, o futebol inglês acordou para a dura realidade que o esporte mais popular passava, os estádios estavam ultrapassados e em certo ponto “perigosos” , os torcedores eram tratados piores que animais e a polícia era despreparada e mal treinada.
Este cenário se assemelha com o nosso país aqui, onde no nordeste dois torcedores morreram assassinados, ou o que aconteceu na nova arena do grêmio na partida da pré libertadores, onde gremistas fizeram a avalanche e a estrutura do estadio não aguentou e dezenas ficaram feridos.
Logo após da tragedia de Hillsborough, as autoridades tomaram ações concretas para modernizar o futebol inglês e tira-lo do ostracismo que os dirigentes deixaram. O presidente do supremo tribunal da Inglaterra da época , Lord Justice Taylor, fez um inquérito bem detalhado sobre o desastre de Hillsborough e o futebol inglês. Esta investigação levou Taylor a criar o “Relatório Taylor”, este relatório detalhava tudo sobre o futebol inglês e a necessidade gritante de mudanças e melhorias que o esporte necessitava, uma delas era a retirada das arquibancadas, onde as pessoas assistiam os jogos em pé, para assentos confortáveis e numerados. Taylor determinou que estas mudanças deveriam seriam implementadas em 4 anos e na temporada 1994/1995, nenhum time da primeira divisão tinha em seus estádios as conhecidas “Terrences”.
O único questionamento que levo deste caso para o nosso país é, na Inglaterra tiveram que morrer 96 pessoas para haver uma mudança no futebol, quantos terão que morrer no brasil para que algo seja feito de verdade.

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A violência urbana esta migrando para o futebol, quem ama este esporte é quem sofre com isso

Voltando ao blog, que saudades de escrever por aqui. Não é de hoje que a violência de “torcidas” ou quadrilhas organizadas aqui no Brasil faz o futebol como vitima. Esta situação se assemelha com o cenário do futebol Inglês dos anos 80, onde o futebol tinha virado refém do hooliganismo e das “Firmas” que tocavam o terror em partidas de futebol dentro e fora dos estádios.  Para esta barbárie acabar , o governo precisou  realmente intervir e agir em conjunto com os clubes, e melhorar a estrutura policial para ter “tolerância zero” com arruaceiros que provocavam confusão e mortes.

Mas isto veio depois de uma serie de acontecimentos e desastres com times ingleses , depois de uma delas, a UEFA baniu os clubes ingleses de participar de competições europeias.  Depois de outro desastre, o governo erradicou e “elitizou” o esporte. O resultado disso foi a  mudança de atitude do torcedor, com a  melhora do ambiente de estadio, mas necessitou encarecer os ingressos. Lógico que ainda existem brigões na Inglaterra e Europa que utilizam o futebol como subterfúgio para resolver diferenças, mas a coisa e bem menor que no século passado.

Latino Americanos estão entrando nesta rota perigosa

Enquanto isso , aqui em terras tupiniquins e na América do Sul, parece que nada sobre a violência no futebol será resolvido. As autoridades ainda vão demorar a tomar uma atitude digna para proteger quem trabalha e quem realmente ama este maravilhoso esporte.  Além do fator rivalidade, a também o fator social que o futebol envolve, ele é um catalisador de atenção, com isso as pessoas de má fé se utiliza para se promover, em bandos, lutando uns contra os outros.

Espero que o Brasil de um ponto final a essa balbúrdia e pacifique este espetáculo, mas para isto, é necessário o envolvimento de todos os setores da sociedade. A segurança publica, entender e combater a violência, com inteligência e não com truculência. Á polícia britânica levou 20 anos para perceber isto, quanto tempo será que a nossa polícia irá modificar seu modo de combater os “Hooligans Brasileiros” e deixar os estádios e o futebol para quem realmente ama o esporte?  E será que teremos que sofrer tudo que os ingleses sofreram para pacificar o nosso futebol?