Os Estados Unidos e seus extremos divididos

Se no Brasil, temos a sensação de que os políticos “tradicionais” são cada vez mais odiados pela população e que o extremismo, seja nas ideologias conversadoras ou progressistas ganha cada vez mais força, na pátria da maior economia do mundo isso também se repete.

2016 é o ano de eleição presidencial nos Estados Unidos da América e diferente do Brasil, onde os partidos escolhem seus representantes em convenções fechadas para somente membros daquele partido em si, na terra do Tio Sam, os partidos escolhem seus representantes através de assembleias populares ou até mini-eleições, as chamadas “primarias”.

Em ambos os lados, uma onda nova vem agitando esse processo, o extremismo. Do lado Republicano(Conservadores), a novidade foi a entrada do bilionário Donald Trump e do neurocirurgião Ben Carson. Os dois não possuem experiencia na política e entraram pela primeira vez em um processo eleitoral e ainda para o cargo mais importante do mundo, como alguns dizem. Ambos repetem o mesmo discurso afiado e até inflamado no caso de Donald. Trump afirma que o pais só está “perdendo”, especialmente em comparação a China e Japão, que o México só envia os seus piores cidadãos para o outra lado da fronteira e que os muçulmanos são uma grande ameaça aos Estados Unidos. Carson também vai na mesma linha, comparando a proposta do Presidente Barack Obama de limitar a venda de armas a Alemanha nazista e que transsexuais deveriam ter um banheiro próprio.

Com essa retorica tradicionalista e segregadora, os dois vão ganhando cada vez mais apoio da parcela conversadora do eleitorado republicano, que sente que os políticos tracionais já não oferece as respostas que eles querem. Porém, os senadores Ted Cruz e Marco Rubio da Florida vem quebrando um pouco desta paradigma e ainda com o discurso político, mas adaptado a nova realidade que os eleitores do próprio partido vem demandando, brigam cabeça a cabeça pela nomeação do partido a eleição presidencial. Além deles, o governador de Ohio John Kasich, o irmão do ex-presidente George W Bush e ex-governador da florida Jeb Bush estão no pário, porém com chances menores do que Trump e Cruz por exemplo.

 

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Do outro lado, o partido Democrata(progressista) o novidade da vez foi a entrada do senador de Vermont Bernie Sanders, que se declara como um socialista-democrata, na corrida pela nomeação a eleição presidencial. Com um discurso bastante populista(deve ter aprendido com um famoso ex-presidente do Brasil) , vem ganhando cada vez mais apoio dos estudantes, especialmente universitários, e dos sindicalistas. Suas promessas de campanha são o aumento de impostos para os milionários e Bilionários, especialmente do mercado financeiro, a universalização do sistema de saúde, tornando ele acessível para toda a população de maneira gratuita e tornar o ensino superior totalmente gratuito. Esse retorica cai no gosto da universitários, especialmente porque uma grande parcela tem altas dividas financeiras por cursarem o ensino superior.

Sua adversaria é a ex-Secretária de Estado, ex-senadora por Nova Iorque e ex-primeira dama Hillary Clinton. Hillary, que bateu na trave em 2008, perdendo a primaria do partida para o então senador por illinois Barack Obama, sentia que seu momento havia chegado e que as primarias do partido seria apenas formalidade para a eleição presidencial. Mas esse novo momento de indignação com os políticos “tradicionais” ou “establishment politicians” como se diz por aqui, virou  sua maré e agora ela corre pelo apoio do eleitorado do partido.

A receita que Bernie que dar para os Estados Unidos é o que toda América-latina já está careca de saber, medidas populistas que tem curto efeito positivo e depois vem acompanhada de uma dura recessão, aumento da inflação e crescimento da divida interna(só em 2016 chegou na casa dos 19 trilhões de dólares).

Já Clinton quer  oferece mais do mesmo, ignorar a constituição, as liberdades individuais e dar continuidade ao legado de Barack Obama. Como somente os dois políticos estão na disputa pela nomeação democrata a sucessão de Obama, as comparações e os ataques se intensificam a cada debate.

 

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Nas duas primeiras semanas de fevereiro, os cidadãos de Iowa e Nova Hampshire foram as convenções e mostraram o quão equilibrado está o processo. Na primeira disputa, no pequeno estado de Iowa, onde o vencedor sai de pequenas assembleias nos condados, os políticos tradicionais de ambos os partidos saíram vencedores, Ted Cruz de um lado e Hillary Clinton do outro. Já em Nova Hampshire, os candidatos extremistas e populistas se deram bem na disputa. Donald Trump e Bernie Sanders ganharam com uma boa margem sobre os adversários e novamente mostraram que neste ano eleitoral americano, nada é como parece.

Ainda no mês de fevereiro, os estados da Carolina do Sul e do Nevada decidem seus representantes e logo depois, no dia 1º de março, mais 14 estados vão as urnas, na chamada super-terça, e ai então, já teremos uma cara para que rumo as primeiras vão tomar. Esse processo de votação ocorre até o dia 14 de junho e finalmente na segunda semana de julho, os partidos decidirem em suas convenções, já com os resultados populares de cada estado, quem serão os nomeados a disputa da presidência dos Estados Unidos da América

Com tudo isso analisado, fica minha apreensão pelo clima dos Estados Unidos pôs-eleição, independentemente de quem vença, pois o extremismo está ganhando cada vez mais força e a intolerância de ambas as partes aumenta cada dia mais, cenário que vivemos atualmente no Brasil desde o fim das eleições de 2014, quando a Petista Dilma Rouseff derrotou o tucano Aécio Neves e desde então o país se dividiu entre vários grupos com pouco dialogo e muito discurso inflamado.

PS: MEU candidato, o republicano Chris Christie, atual governador de Nova Jersey, saiu da disputa no partido republicano logo após as primarias de Nova Hampshire, no dia 10 de fevereiro, futuramente escrevei porque Christie seria um ótimo presidente para os Estados Unidos

 

 

 

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